Sábado, Junho 22, 2024
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Niassa: adolescente de 15 anos nega entrar numa união prematura para continuar a estudar

Por ActionAid Moçambique

𝐀𝐃𝐎𝐋𝐄𝐒𝐂𝐄𝐍𝐓𝐄 𝐃𝐄 𝟏𝟓 𝐀𝐍𝐎𝐒, 𝐃𝐎 𝐂𝐄𝐍𝐓𝐑𝐎 𝐃𝐄 𝐑𝐄𝐀𝐒𝐒𝐄𝐍𝐓𝐀𝐌𝐄𝐍𝐓𝐎 𝐃𝐄 𝐌𝐀𝐋𝐈𝐂𝐀, 𝐄𝐌 𝐍𝐈𝐀𝐒𝐒𝐀, 𝐍𝐄𝐆𝐀 𝐄𝐍𝐓𝐑𝐀𝐑 𝐍𝐔𝐌𝐀 𝐔𝐍𝐈Ã𝐎 𝐏𝐑𝐄𝐌𝐀𝐓𝐔𝐑𝐀 𝐏𝐀𝐑𝐀 𝐂𝐎𝐍𝐓𝐈𝐍𝐔𝐀𝐑 𝐀 𝐄𝐒𝐓𝐔𝐃𝐀𝐑

Trata-se de Virgínia Morchar, membro do Espaço Amigo da Criança do centro de reassentamento de Malica, um dos seis estabelecidos em Niassa, pela Associação ActionAid Moçambique (AAMoz) no âmbito do projecto de “Protecção de Deslocados Internos e Comunidades Anfitriãs” financiado pela Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Virgínia Morchar teve uma proposta para entrar numa união prematura com um homem que teria aliciado à família e a própria Virgínia a aceitar a união com promessas de melhoria de vida.

Virgínia conta que foi possível resistir ao aliciamento graças aos conhecimentos adquiridos no Espaço Amigo da Criança, como: Direitos da Criança e a Lei de Prevenção e Combate às Uniões Prematuras que proíbem na sua totalidade que menores de 18 anos de idade se envolvam em uniões prematuras.

“Fazer parte dos Espaços Amigo da Criança, tem várias vantagens, aqui aprendemos sobre as leis que nos protegem, e foi através dos conhecimentos adquiridos no grupo que consegui dizer não a proposta de uma união prematura. Por isso, encorajo as outras meninas a participarem, e não me canso de convidar outras raparigas para que também tenham os mesmos conhecimentos, porque aqui aprendemos a dizer não às uniões prematuras e à violação dos nossos direitos”, avançou Virgínia Morchar.

Virgínia falava no âmbito da visita de monitoria conjunta da Associação ActionAid Moçambique (AAMoz), a Agência das Nações Unidas para refugiados (ACNUR) e o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD). A monitoria teve duração de dois dias (18 e 19 de Abril) na província de Niassa, nos distritos de Lichinga e Cuamba, com vista a testemunhar o impacto e desafios do projecto “Protecção de Deslocados Internos e Comunidades Anfitriãs”.

Refira-se que o projecto de protecção conta com o financiamento do ACNUR e está a ser implementado pela AAMoz nas províncias de Niassa, Nampula e Zambézia.

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