Terça-feira, Março 5, 2024
InícioNotíciaVilanculo visita rainha achivanjila e busca inspiração dos ideiais dos antepassados

Vilanculo visita rainha achivanjila e busca inspiração dos ideiais dos antepassados

Vilanculo visita rainha achivanjila e busca inspiração dos ideiais dos antepassados

Secretário de Estado na província de Niassa visita Majune

O Secretário de Estado na Província de Niassa, Dinis Vilanculo, visita a Rainha Achivanjila (a sucessora), considerada como uma biblioteca viva e figura que constitui um exemplo de superação e inspiração à comunidade do distrito de Majune, província de Niassa.

Secretário de Estado na Província do Niassa Dinis Vilanculo reunido com alguns líderes do distrito de Majune

A visita, realizada neste sábado 29 de Maio, foi antecedido por um ritual tradicional, que consistiu visita a campa onde jazem os restos mortais da rainha (a primeira), onde pediu Paz efectiva junto aos antepassados. E, por via desse pensamento, suplicou para o fim dos ataques armados que se registam na vizinha província de Cabo Delgado.

Rogou, igualmente, uma execução de sucesso no Plano Quinquenal do Governo, assim como o término da pandemia viral, que tende a deixar autoridades governamentais cada vez mais preocupadas.

Também, solicitou aos espíritos para que a província de Niassa continue a registar os níveis encorajadores de desenvolvimento, permitindo, assim, à população a trabalhar num ambiente harmonioso para vencer a pobreza e todos os males que graçam a sua autossuficiência.
Vilanculo, mostrou-se ciente que o pedido feito, terá uma resposta satisfatória para a resolução das ansiedades da população do Niassa.
Secretário de Estado na Província do Niassa Dinis Vilanculo e alguns líderes do distrito de Majune ao lado capa da Rainha Achivanjila

  Informações oficiais indicam que a Rainha Achivangila foi prisioneira de guerra (escrava), raptada nos territórios do líder tribal Makaanjila, tendo passado à mulher principal do Mataaka I. Contribuiu para o engrandecimento do Estado Mataaka em termos políticos, geográficos, económicos e demográficos.
Perdeu a vida em Mikoko, pouco tempo depois de sair da prisão, em 1926. Numa altura que se encontrava muito debilitada, padecendo de problemas cardíacos e de idade avançada.
Curiosamente, a morte dela ocorreu no período em que se celebrava quarenta dias após a morte do Matoola II.

Os momentos que se seguiram, foram marcados por uma acentuada tristeza em Majune. No entanto, a realização das cerimónias fúnebres levou cerca de uma semana, enquanto se organizava todos os procedimentos logísticos para o efeito. Tal período foi caracterizado por diversas reuniões entre os anciãos, nas quais se discutiam os pormenores das cerimónias fúnebres, segundo rezam os escritos.

Loading

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Advertisment -

Most Popular

Recent Comments